26/09/2012

Em 1960 fiz isto...será que ainda é assim ?


                  Não há frio mais persistente
                  Que o frio  inconsciente
                  Que corroi lentamente
                  A alma de toda a gente


                  Corpos quentes, almas frias,
                  Risos abertos, cabeças vazias,
                  Estúpidos ...inteligentes
                  Doutores piores que dementes.


                  Desmiolados petulantes,
                  Agressivos ignorantes
                  De um mundo de farsantes
                  Parvos e arrogantes.....


                  Desgraçados dos humildes,
                  Atrazados mentais do progresso,
                 Trabalham como carneiros,
                 Num esforço de retrocesso.

                           M. Quintella
                              

4 comentários:

Anónimo disse...

Muito bom este poema. Gostei

Unknown disse...

Sr. Quintella, embora não seja um entendido nesta matéria, tenho a dizer que é um excelente poema e uma excelente reflexão.
Abraço

pat disse...

Caro Radu, agradeço o elogio que será devidamente transmitido e que, entrenato, terá resposta direta do autor. Cumprimentos,

M. Quintella disse...


Caro Jadu

Fiquei muito sensibilizado com o
sua opinião sobre o meu poema.
Um grande abraço
M. Quintella