20/05/2013

Festival Inglês da Canção da Europa e Arredores


      Que saudades eu tive dos Festivais antigos da Eurovisão..... não foi pelo facto de Portugal não ter concorrido, mas pelo simples facto, de uma grande maioria de países terem cantado em  Inglês .., como por exemplo a Alemanha ( não sei se a Sra.Merkel ouviu, a França, a  etc. etc. etc...... e depois aparecem a Rússia,o Azerbeijão, a Georgia no Euro Festival.????????......... ao menos Grécia e a Italia cantaram nas suas próprias linguas.......
 Aquilo que assisti foi no meu modestíssimo parecer o

                               Festival Inglês da Canção da Europa e Arredores


                                 Um abraço

                      M. QUINTELLA

10/05/2013

Banco Borges e Irmão


       Este é um trabalho que apresentei na aula História do Porto, no dia 8 de Maio, na Universidade Sénior Eugénio de Andrade, depois de ter conseguido uma visita ao Museu do Banco Borges & Irmão, em 13 de Março deste ano.
      
       Conforme referi no trabalho, grande parte dos elementos foram recolhidos no livro comemorativo do Centenário do BBI, de autoria de Fernando de Sousa.

                                                                                                            M. QUINTELLA                                                                                                                                                                                                                                                         


      

                                                         BANCO  BORGES  E  IRMÃO

         Os bancos transformaram-se no principal motor da economia contemporânea.
          Os sistemas bancários encontram-se naturalmente dependentes dos níveis de 
          desenvolvimento económico, da maturidade social e da organização institucional
          que caracterizam  os diferentes Estados.             
       
          A análise das condições históricas que estão na origem dos primeiros estableci-
          mentos  de crédito, demonstra que a actividade bancária, tal como hoje é conhecida
          desabrochou nos países que adoptaram o capitalismo como sistema económico e o
          liberalismo como sistema político.

          Portugal não fugiu a esta regra.Com efeito, no nosso País, a organização bancária
          data apenas de 1822, após a instauração do sistema liberal, com a fundação do
          Banco de Lisboa, graças à iniciativa da burguesia comercial daquela cidade.
          Até 1863, apenas surgirão mais três bancos, todos localizados no Porto segunda
          cidade   do Reino, o Banco Comercial do Porto, em 1835, o Banco Mercantil
          Portuense, em 1856 e o Banco União do Porto em 1861, o que demonstra a
          importância na economia da cidade do Porto.
          Durante o período compreendido entre 1822 e 1863, são patentes duas caracteris-
          ticas principais da rede bancária nacional. Em primeiro lugar a debilidade da sua
          implantação, em segundo lugar, a fidelidade às origens.
          A partir de 1863, uma vez promulgada a lei das sociedades anónimas, “ um verda-
          deiro enxame de instituições de crédito brotou, como por encanto, especialmente
          no Norte do país.”
          Entre 1863 e 1876, fundaram-se nada menos de 46 bancos. Só entre 1873-1876
          ,fora de Lisboa e do Porto, apareceram 21 estabelecimentos. Em 1875, o capital
          de todos estes institutos, atingiram os 60.000 contos, e o montante dos depósitos
          elevou-se a perto de 25.000 contos.
          Esta súbita aparição de bancos, pareceu a alguns “ um sintoma de aumento incon-
          parável de riqueza”. Amarga ilusão. A explicação do surto bancário que se fez
          sentir antes de 1876 encontra-se sobretudo no aumento das remessas dos nossos
          emigrantes, a viver no Brasil, país que conhecia na altura uma euforia económica
          motivada pela procura do algodão brasileiro, durante a guerra da sucessão dos
          E.U.América.
          A crise financeira de 1876, provocada pela baixa do câmbio brasileiro, pela
          difícil situação do nosso comercio com o país irmão, pelas perdas sofridas com
          a especulação de fundos espanhóis e agravada pelas más colheitas de cereais
          de 1874- 1875, acabou facilmente com alguns dos bancos recém criados e
          demonstrou à evidência a fragilidade destas instituições, cujo número se
          apresentava nitidamente superior às reais possibilidades económicas do país.
                                                                                                                                       

         Só na viragem do século XIX para XX é que a banca passará a desempenhar
         papel de relevo no financiamento da economia e da industria já através do
         crédito, que se tornou num instrumento fundamental da nossa economia, já
         através da tomada de participações no capital das empresas.

         Estas ligeiras reflexões sobre a banca portuguesa do século XIX ajudam a
         compreender não só a natureza da Casa fundada pelos Borges, mas também
         a sua própria evolução. 
        
       As origens do Banco Borges e Irmão, embora humildes, são complexas.
       É certo que o BBI, enquanto Banco, ou seja enquanto sociedade anónima de
       responsabilidade limitada, data apenas de 1937. Mas o Borges e Irmão, enquanto
       sociedade comercial de responsabilidade ilimitada, que, entre outras actividades
       exercia o comércio bancário desde 1884. Com efeito, nesse ano, fundou-se na cidade
       do Porto, por iniciativa de António Nunes Borges e de seu irmão Francisco António
       Borges, a firma António Nunes Borges e Irmão, que girou igualmente sob o nome
       Borges e Irmão. Esta Sociedade , porém, como muitas outras sociedades  
       constituídas no Porto de finais século XIX, não foi reduzida a escrito, facto que
       originou não poucas confusões quanto ao ano e dia da fundação da mesma.
       Parece-nos muito provável que a formação da Sociedade Comercial de responsabi-
       lidade ilimitada, entre os dois irmãos, tivesse surgido a 7 Fevereiro de 1884, e que
       a entrada em funcionamento da Casa António Nunes Borges e Irmão, se concreti-
       zasse apenas a 27 de Fevereiro do mesmo ano.

       Uma vez definida a data da fundação da Sociedade que está na origem do BBI,
       importa agora saber quem eram os irmãos Borges ?
    
       Os irmãos Borges eram oriundos do lugar do Espadanal, freguesia de Ázere, que
       faz parte actualmente do concelho de Távora, distrito de Coimbra. Eram filhos de
       Francisco António Borges, modesto proprietário rural, e de Josefa Brito Borges.
         - António Nunes Borges, o irmão mais velho, nasceu a 30 Julho de 1858.
       Concluiu os estudos primários na sua freguesia. Com 14 anos de idade, foi para
       Lisboa, onde passou a trabalhar como marçano, na casa bancária Moura Borges
      e Cia na Rua dos Capelistas, propriedade da família do mesmo nome, e à qual
      António Borges estava ligado por um certo grau de parentesco. Mais tolerado que
      considerado pelos seus primos lisboetas, António Borges , algum tempo depois
      empregou-se na casa de câmbios António Inácio da Fonseca, na Rua Arsenal.
      Depressa se impôs como funcionário activo e experiente, de tal modo que em
      1878, foi escolhido pelo patrão para gerente da nova filial que abriram no Porto,
      a qual passou a dedicar particular atenção ao mercado brasileiro, donde provinham
      remessas importantes de dinheiro dos nossos emigrantes.
                                                                                                                                      

        - Francisco António Borges, nasceu 15 Outubro 1861. Após os estudos primários
     partiu igualmente para Lisboa, onde iniciou a sua actividade como modesto em-
     pregado  no estabelecimento em que também estava o seu irmão António, ou seja
     no estabelecimento de Inácio da Fonseca. Em 1882 foi chamado pelo irmão António
     para trabalhar na filial portuense da mesma casa de câmbios.

     Em 1884 a casa de cambio abriu falência em Lisboa, o que levou os dois irmãos a
     estabelecerem-se no ramo de comércio que conheciam e dominavam já perfeitamente.
     Tinham nesse ano respectivamente, 26 e 23 anos. 
                
   
    O Porto ao tempo da fundação da Casa Borges

    A cidade do Porto, aquando da fundação da Casa de Câmbios Borges e Irmão, não só
    revelava uma vitalidade demográfica invulgar, como mantinha a nível nacional, uma
    invejável posição nos domínios industrial, comercial e financeiro. Com efeito a cidade
    registou na segunda metade do século XIX, mais particularmente entre 1870-1890 um
    aumento de população acentuado, que se produziu pela taxa de crescimento global
    mais elevada das cidades portuguesas, incluindo Lisboa.
    A sua população, de 87.000 habitantes em 1864 , passou para 106.000 em 1878,
    123.000 em 1886 e atingiu os 139.000 em 1890.
    O numero de estrangeiros a residir na cidade entre 1880 e 1890, era bem diminuto e
    nunca ultrapassou as 6.000 pessoas. A colónia mais numerosa era a espanhola, com
    50% do numero total dos estrangeiros, quase todos galegos. Seguia-se a colónia bra-
    sileira, com perto de 1.200 indivíduos, constituída por portugueses repratiados do
    Brasil, e que contribuíam fortemente para o desenvolvimento material e social do Porto. Em terceiro lugar aparecia a rica colónia inglesa com 450 a 500 pessoas, numero bem inferior ao que se poderia supor, tal a influência que a mesma exercia  no comercio dos vinhos.
    O crescimento demográfico que se fez sentir no Porto de finais de oitocentos, foi
   acompanhado, como não podia deixar de ser, por uma profunda renovação urbanis-
   tica, que alterou, irreversivelmente a paisagem da cidade. Tinham desaparecido,
   total ou parcialmente as ruas da Banharia, Congostas, Mercadores,Souto,Reboleira,
   Viela da Neta, mas também, lamentavelmente, boa parte das muralhas Fernandinas
    e alguns conventos que faziam parte do património artístico da cidade. Outras ruas
    entre as quais Passos Manuel, Sá da Bandeira, achavam-se quase inteiramente
    guarnecidas de prédios e todos os prédios habitados. O mesmo sucedia nos novos
    bairros do Palácio de Cristal, Duque de Bragança e Alexandre Herculano.
   A cidade, que inaugurara a iluminação a gáz em 1885, e dez anos depois o Palácio
   de Cristal para a grande exposição internacional, orgulhava-se do Palácio da Bolsa,
   “como o templo do trabalho,” concluíra os trabalhos da Alfandega Nova, em 1868, e
                                                                                                                                  
    iniciava em 1884, a construção do porto de Leixões. A cidade do Norte, que em 1877,
   inaugurara a ponte D. Maria Pia, construída por Eiffel, e que principiara em 1880,
   os trabalhos da ponte D. Luís, da autoria de Artur Maury, a qual será concluída em 1886 marchava à frente do país quanto à arquitectura do ferro. O Porto em finais
   de oitocentos, era na verdade uma cidade nova, tinha perdido definitivamente “ esse
   bom e saudável cheiro provincial” que embebia alguns dos romances burgueses de
   Camilo.
  
     A criação do Banco Borges e Irmão

  Em 1937,por escritura de 21de Agosto, a firma Borges e Irmão deu lugar à constituição
  de uma sociedade anónima de responsabilidade limitada, sob a denominação social de BBI. Para tal, nessa data, efectuou-se o reforço do seu capital, o qual passou a ser de 15.000 contos, tendo cada um dos irmãos Borges o quinhão de 7.500 contos, visto
  até à data, os outros dois sócios da firma, José Nunes da Fonseca e Pires Fernandes,
  serem apenas sócios de indústria. Tanto António Nunes Borges como o seu irmão
  Francisco Borges autorizaram a cessão de uma parte da suas cotas a favor de novos
  sócios da firma, todos membros da família. Deste modo, a nova Sociedade passou a
  registar  10 sócios fundadores e um capital de 15.000 contos, representado por 15.000
  acções. No Conselho da Administração do Banco tomaram lugar além de António
  Nunes Borges, seu Presidente, Delfim da Silva Vinagre, Joaquim Rangel Pamplona,
  José Nunes da Fonseca e Júlio do Quental Calheiros, Conde da Covilhã, o principal
  responsável pela transformação da Casa Bancária em Banco Borges e Irmão.
  Manuel Pinto de Azevedo, José Gualberto de Sá Carneiro e Armando Marques Guedes
  passaram a integrar o Conselho Fiscal. Francisco António Borges assumiu as funções
  de Director Geral. Mas tanto ele como seu irmão, renunciaram aos honorários a que
  tinham direito  pelo exercício dos seus cargos, os quais, aliás, logo deixaram de exercer,
  dado o seu estado precário de saúde. Com efeito, o tempo dos Irmãos Borges estava
  a terminar. Unidos na vida, unidos na morte, morreram em 1939, e com eles um
  mundo que definitivamente se extinguiu na Segunda Guerra Mundial.
  Assim, em 1939 quanto à rubrica de capital e reservas, o Borges e Irmão, num total
  de 27 instituições bancárias nacionais e estrangeiras, encontrava-se em sétimo lugar
  a seguir ao Banco de Portugal, Banco Espírito Santo, Banco Fonseca Santos e Viana,
  e Banco Pinto e Sotto Mayor. Das entidades de crédito do Norte de Portugal, o Banco
  ocupava incontestavelmente o primeiro lugar.
  A norte do Mondego, com excepção do Porto, existiam 3 pequenos bancos, o Banco
  Agrícola e Industrial Visieense, o Banco Regional de Aveiro e o Banco de Barcelos,
  todos eles com um capital e reservas inferiores a 2.500 contos e um volume de depósitos
  que em nenhum caso excedia os 14.000 contos.
  Na cidade do Porto, além do BBI, encontravam-se sediados 3 bancos, o Banco Aliança,
  Banco Comercial do Porto e o Banco Ferreira Alves e seis casas bancárias, António                                                                                                                                       
                                                                                                                                   
  Coimbra e Irmão Lda,Cupertino de Miranda e Comp. , Fernandes Magalhães Lda,
  J. M. Fernandes Guimarães e Cia., Joaquim Pinto Leite e Filhos e Sousa Cruz e
 Companhia Lda
 Em 20 de Novembro de 1944 o BBI elevou o capital de 15.000 para 30.000 contos
 e alargou a sua influência a sul, com a abertura de uma nova agência em Setúbal.
 Em 1945 o BBI adquiriu 14 máquinas com o objectivo de assegurar a mecanização
 dos serviços de contabilidade.
 O que se tornou mais inquietante a partir de 1945, foi o Banco Português do Atlântico
 que tivera origem na casa bancária Cupertino de Miranda e Comp., e que acusava já
 um movimento febril, a pronunciar o fim da hegemonia que o BBI detivera, na capital
 do Norte, por algumas décadas.

 Na primeira década de sessenta o BBI que já estava instalado no Brasil como  Banco
 Borges S.A., passou para África , com a designação Banco de Crédito Comercial e
 Industrial , com balcões em Angola e Moçambique.

  Em 1970, o BBI relançou a sua posição a nível internacional, abrindo em Joanesburgo
  Paris e Caracas, escritórios de representação, nos quais se instalaram os serviços de
  apoio à transferência das poupanças dos nossos emigrantes. Em Paris este apoio
  revestiu particular significado, dando origem à sucursal do BBI em França.
  Assim o BBI tinha :
            - Em Portugal  178 Agências
            - Na Madeira       2    “
            - Nos Açores       3    “
            - Em França        9     “
            - Na Alemanha   1      “
            - Nos EUA         1      “
            - Em Angola     66     “
            - Moçambique  47     “

   No inicio de 1964, o BBI foi dos primeiros Bancos a instalar um sistema informático
  da IBM.
  Em 17 de Maio de 1968 , o BBI foi o primeiro banco na cidade do Porto e um dos
  primeiros no país a instalar a microfilmagem em documentação, nos cheques da com-
pensação e nas fichas de assinaturas de clientes a nível nacional.
  O Movimento do 25 de Abril originou profundas alterações na organização politica
  e económica do nosso País. Efectuou-se a descolonização em circunstâncias desfavoráveis, que trouxe para o Continente 700.000 retornados. A nível politico,
 procedeu-se à democratização das instituições e da sociedade e no plano económico
 operou-se a estatização dos principais meios de produção, com a nacionalização da
Banca, dos Seguros e da grande Indústria.
                                                                                                                         
                                                                                                                               


 Em 14 de Março de 1975 o BBI passou a empresa pública, com a gestão entregue
a uma Comissão Administrativa, cujo mandato veio a terminar em 2 Fevereiro de 1976,
 data em que tomaram posse os membros do seu Conselho de Gestão, à semelhança do                                                                                                                                    
que aconteceu com as restantes instituições de crédito nacionalizadas. Tornou-se de
imediato necessário o estabelecimento de um diálogo com o Governo, visando o estudo
das medidas necessárias ao saneamento da situação financeira da instituição.
Assim, não foi de estranhar que o exercício de 1975 se tivesse encerrado com
algum prejuízo. Porém as decisões tomadas permitiram que o BBI retomasse
o seu habitual dinamismo, de tal modo, que logo a partir de 1976,o seu ritmo de
crescimento passou a exceder o da Banca Comercial, nomeadamente nos sectores
de credito e dos depósitos. No campo da rede comercial, o BBI, desenvolveu o processo
de abertura de novos balcões, os quais reforçaram, a presença da instituição no Sul e
interior de Portugal.
Em 1980 foi criada na Sede um “ Centro de Apoio a Emigrantes” destinado a possibilitar
tratamento personalizado a clientes e familiares, destacando-se pelo alcance sócio
económico que acabou por revestir, a concessão de crédito a largo milhares de
emigrantes. 

Património do Banco

O BBI, possuiu, na região demarcada do Douro as propriedades da Soalheira, Junco,
Muro Ferradosa, Casa Nova, Hortos e Silho, na região de Coimbra as quintas do
Choupal e Mizarela e finalmente no Algarve a quinta do Barranco Longo, todas entregues
à Sociedade dos Vinhos Borges e Irmão , com sede em V.N. Gaia.
Era também dono do Rivoli , Teatro / Cinema , edifício que estava pegado à residência
 da família Borges, onde hoje é a Caixa Geral Depósitos.  Aliás havia
uma passagem da residência da Família Borges , para um camarote boca de cena.
 Durante alguns anos, era no Rivoli que se fazia a festa de Natal para os filhos dos
 dos funcionários do Banco, com entrega de brindes, espectáculo e jantar.
 Nesta casa de espectáculos houve durante alguns anos , concertos de música clássica
promovidos pelo Circulo de Cultura Musical, com a orquesta dirigida pelo maestro Savindi. Quem hoje percorrer os corredores do r/c e 1º piso do lado direito no
Rivoli , vê imensas placas na parede a homenagear diversas individualidades e actores
mas não vê nenhuma a referir-se à Família Borges…. é de lamentar.


Em Dezembro 1995, o Banco Borges e Irmão , foi adquirido na bolsa de Lisboa, pelo
Banco de Fomento, e passou a fazer parte do grupo Fomento , cujo presidente Dr. Miguel
Cadilhe transferiu-se com a Administração do Banco Fomento de Lisboa para a antiga                                                                                                                          
 Sede do BBI no Porto, mantendo as duas designações “Banco de Fomento” e “ Banco
Borges  e  Irmão” a funcionar.                                                                                                                                   
Em Agosto 1998 o BPI fez uma opa e adquiriu todo o grupo Fomento.
O Dr. Artur Santos Silva fez uma reunião com toda a Direcção do BBI no Hotel
Infante de Sagres onde se congratulou com a aquisição do BBI, porque era um “ Banco
Centenário da sua querida cidade do Porto “.
Passado um ano acabou a designação BBI e passou a ser tudo BPI.
Além disto, todos os serviços centrais foram passando para Lisboa embora a Sede do BPI
 seja  no Porto.                                                                                                                     


  


         O meu curriculum


 Junho           1958- Admitido no BBI- Contabilidade
 Agosto         1958- Transferido para a Dependência do Infante
 Janeiro         1964- Colocado no Departamento Estrangeiro
 Novembro   1967 - Colocado no Economato e Arquivo, que ao longo dos anos
                                 passou a ser sucessivamente Serviços Gerais, Aprovisionamento
                                 e Documentação, Direcção Administrativa e finalmente Direcção
                                 Administrativa e de Património
Março           1971- Nomeado procurador
Janeiro          1973- Assumiu as funções de substituto do Director responsável pelo
                                Aprovisionamento e Documentação
Julho            1978- Nomeado Assistente de Direcção
Março          1984- Nomeado Subdirector
Janeiro         1985- Nomeado responsável pela Área de Documentação e Apoio da DAP
                                no Porto e em Lisboa
Janeiro         1995- Nomeado Director Adjunto
Novembro   1995- Nomeado substituto do Director Cordenador



                                                                                                                           

         DIRECÇÃO ADMINISTRATIVA E DE PATRIMÓNIO


Director Coordenador
Substituto Director Coordenador
                      Compras – P / L
                      Contabilidade – P / L                            
                      Economato – P / L                            
                      Reaprovisionamento- P / L  
                      Gestão de Stoks – P/L
                      Reprografia
                      Cantina
                      Arquivo- P/L
                      Microfilme - COM
                      Recepção e Expedição Correio- P/L
                      Manutenção- P/L
                      Património – P/L
                      Imobilizado- P/L
                      Seguros- P/L
                      Museu do Banco
                      Limpeza-P/L
                      Motoristas- P/L
                      Central Telefónica- P/L
                      Viaturas – P/L
                      Sistemas de Segurança- P/L