25/02/2012

Que me perdoe La Fountaine

Era uma vez uma formiga, que trabalhava, trabalhava , sob a chuva e sob o sol ardente, acarretando mantimentos que lhe garantissem a sobrevivência no Inverno que se aproximava.
    Entretanto, a sua amiga cigarra , cantava, cantava, indiferente ao trabalho exaustivo da pobre formiga.
    Chegou o Inverno, e com ele a chuva, a neve e o frio.
    A formiga, lá vivia na sua boraquinha e jà nem se lembrava da cigarra cantadeira.
   Chegou a Primavera e com ela os trabalhos para a pobre formiga.
   Um dia, quando vinha para casa, a formiga viu um enorme e luxuoso carro com um motorista fardado a preceito, a abrir a porta e de lá de dentro a sair a cigarra !
   A pobre formiga nem queria acreditar no que via !
   Ficou parada e nem conseguia falar !
   A cigarra, sempre tagarela, disse-lhe: Ò formiguinha, então sempre a trabalhar ?
  -É, sempre a trabalhar, mas pelos vistos a vida corre-te bem - respondeu-lhe a formiga.
 - Realmente corre. Já tenho dois discos de platina, quatro de ouro e estou há quatro semanas em 1º lugar no Hit Parade de Londres- respondeu-lhe cheia de vaidade
   a tagarela da cigarra.
  Despediram-se, e cada uma lá foi à sua vida.
  Passaram-se meses, e uma noite, em Paris, ao entrar para mais um concerto ao vivo no Olympia, a cigarra viu a pobre formiga, e não resistiu em lhe perguntar:
  - Que fazes aqui, amiga formiga, à noite em Paris ?
  - Olha, ando à procura de um tal La Fontaine, para lhe dar dois tiros !


       Esta história foi baseada numa que veio no Paris Match, e publiquei-a no jornal do Banco Borges & Irmão, em 16 de Março 1987.

       Passados que foram estes anos..... está cada vez mais actualizada !!!!!!

2 comentários:

Joel Braga disse...

Associações Socratianas?!

pat disse...

eheheheheh